AIMORÁ L. LAUS VERAS

 Psicóloga Clínica

TENHO A DOENÇA CELÍACA, E AGORA??

COMO LIDAR COM ISSO???

Receber o diagnóstico de alguma doença nunca é fácil. A gravidade e a intensidade dos sintomas, assim como o seu prognóstico despertam as mais variadas reações nas pessoas envolvidas. E nesta hora, identificar os sentimentos que a doença provoca é fundamental para o processo de enfrentamento e forma de lidar com o desconhecido e com os desafios que a enfermidade  impõe.

 No caso da doença celíaca pode-se pensar em diversas estratégias de enfrentamento, entre elas, conhecer a doença, saber exatamente o sentimento que desperta e qual a interface entre a doença e a etapa do ciclo de vida individual ou  familiar. Ou seja, em que altura da vida a pessoa está, se na infância, na adolescência ou na maturidade, porque em cada fase as reações do indivíduo e de sua família poderão ser diferentes.

Conhecer  a doença implica em entendê-la fisiologicamente, mas também como ela se manifesta no dia a dia. A doença celíaca tem uma única causa, entretanto um significado e um efeito diferente para cada indivíduo e para cada família. A relação entre o indivíduo, a dieta sem glúten, a família e o grupo social ao qual ele pertence, precisa ficar bem caracterizada, para ampliar as capacidades de lidar com o problema.

O diagnóstico pode desencadear uma crise vital. O paciente e a família podem sofrer com as mudanças que precisam ser feitas, com a possível inversão de papéis, com os processos adaptativos decorrentes e o medo do futuro.  O sofrimento psíquico pode fazer com que a pessoa não se sinta normal ou saudável, podendo se achar uma pessoa “azarada”. Os familiares podem sentir-se culpados ou sobrecarregados, o celíaco pode começar a evitar os lugares de convívio social por sentir-se diferente, excluído, enfim, todo o sistema pode ficar abalado.

Neste quadro, os sentimentos precisam ser identificados. É raiva, culpa, tristeza, revolta? Como é sentido? Quando é pior? Quais situações são mais difíceis? Muda o comportamento nas diferentes situações? Porque à medida que estas perguntas forem respondidas a doença vai tornando-se conhecida, menos assustadora e, deste modo, fica mais fácil lidar com o desafio e buscar alternativas.  

Nesta caminhada, a ajuda psicológica individual ou familiar pode ser uma opção. Em terapia o indivíduo aprende a lidar com a doença; a identificar as situações que são mais difíceis e temidas; a perceber o que pensa e a mudar os pensamentos disfuncionais que levam ao não cumprimento da dieta; a mudar os comportamentos nas distintas situações; a ampliar habilidades interpessoais para obter maior apoio e incentivo; a identificar lugares e situações de alto risco; a modificar os hábitos alimentares e o estilo de vida, aprendendo a provar outros alimentos e saber que toda dieta saudável implica em sacrifícios. E talvez o mais importante, a ter estímulo para participar de grupos de apoio, onde pode trocar experiências, receitas e novas formas de lidar com o problema. Na ACELBRA pode identificar-se com quem passa pelos mesmos desafios e descobrir como os outros fizeram para lidar com as dificuldades.  

Entender a tríade pensamento, sentimento e comportamento, é fundamental para voltar a ter qualidade de vida, alcançando equilíbrio pelo novo significado que dará ao fato de ser alguém que foi diagnosticado com a doença celíaca. 

AIMORÁ L. LAUS VERAS

 Psicóloga Clínica CRP 12/05684 - Graduada na UFSC

Atendimento Individual, casal, família e grupos.

Especialização em Terapia Cognitiva Comportamental – TCC (concluindo)

Especialização em Terapia Relacional Sistêmica

Capacitação em: Transtornos Alimentares; Trabalho com grupos; Avaliação psicológica; Mediação de conflitos.        Contato: 9911 0000 / aimoraveras@hotmail.com 

 

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