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Engenheiro químico e
empresário no setor de equipamentos e ingredientes para indústria
farmacêutica, química e de alimentos.
A lactose (açúcar do leite) está presente em menor ou maior
porcentagem em todos os tipos de leites, sendo do ponto de vista dos
químicos, um açúcar, e visto pelos nutricionistas, como um alimento
energético (fonte de energia ou calor para o organismo dos mamíferos
recém nascidos para poder viver, respirar e se mover).
Qualquer mamífero, sejam eles herbívoros, carnívoros ou onívoros
(comem de tudo, da qual fazem parte os humanos) quando nascem, mamam
inicialmente só leite que fornece todos os elementos necessários
para sobreviver e se desenvolver. Se observarmos a composição do
leite de vários mamíferos, podemos constatar variações conforme a
espécie, que por sua vez está relacionada com a rapidez que esta se
desenvolve (veja tabela ao lado).
Os valores apresentados na tabela são valores médios, sendo que a
composição do leite de qualquer mamífero varia durante o período de
lactação, dependendo de vários fatores, inclusive da alimentação e
do próprio indivíduo. O primeiro leite (colostro) tem composição
bastante diferenciada em relação ao leite normalmente produzido
pelas glândulas mamárias de cada espécie durante o restante do
período de lactação.
Todos os mamíferos, inclusive o ser humano, quando nascem em
condições normais, estão aptos à digerir (utilizar) a lactose. Mas
esta característica em muitos humanos é perdida de forma
irreversível logo após o período de lactação, ou dentro dos
primeiros dois a quatorze anos de vida. Por outro lado, é raro que
bebês recém nascidos, dentro do período de gestação normal, não
possuam a capacidade de digerir a lactose, ou seja, não possuam a
faculdade de produzir a enzima LACTASE, necessária para digestão da
lactose.
A LACTOSE é o único carboidrato presente no leite materno. A enzima
lactasa também aparece sob o nome de ß(beta) – Galactosedase. Como
se processa a digestão da lactose: a lactose é um dissacarídeo, isto
quer dizer um açúcar composto: Lactose = Galactose + Glicose. Para o
açúcar do leite (lactose) ser assimilado pelo organismo e
aproveitado como alimento e–nergético, é necessário que a lactose
seja dividida (hi–drolisada) pela ação da enzima lactase nos seus
dois açúcares.
A enzima “lactase” é produzida pela mucosa do intestino delgado. Que
acontece ao indivíduo em caso de má (deficiente) ou não digestão da
lactose (intolerância)? Quando a mucosa do intestino delgado do
indivíduo perde a faculdade ou é deficiente na produção da enzima
lactase, a lactose não pode ser absorvida e utilizada como fonte
energética e nem como veículo para assimilação de importantes
componentes. Ela passa, então, direto para o intestino grosso (colon)
onde microor–ganismos a fermentam, resultando em ácidos e gases. Na
falta da hidró–lise da lactose no intestino delgado fica prejudicada
a assimilação das proteínas, aumenta a perda de cálcio (osteo–porose)
e inibe o apetite.
Simultaneamente a isso, aparecem os seguintes sintomas clínicos:
diarréia, dores de barriga e inchaço do abdômen devido
principalmente a formação de gases. Estes sintomas se manifestam em
pessoas intolerantes à lactose com a ingestão de apenas um copo de
leite. A lactose (açúcar do leite), é encontrada originalmente só no
leite dos mamíferos. Não é encontrada em nenhum vegetal.
Os produtos lácteos fermentados podem ser consumidos normalmente,
porque nestes, a lactose foi transformada (degradada) em ácido
láctico e outras substâncias simples, inclusive aromas, pelos
fermentos. Especialmente os queijos maturados como Parmesão, Gouda,
Provolone, Minas Curados, Minas Meia Cura, Mussarela e Prato
encontrados no mercado, são isentos de lactose. Atualmente existem
no mercado marcas de queijos “Minas Frescal” produzidos sem a
intervenção ou uso de fermento lático.
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