Dra. Sílvia - Texto(.doc)


Dra. Mônica

O que é?
Quais os sintomas?
Como é feito o diagnóstico?
O que é glúten?
Por que o portador da Doença Celíaca não pode comer alimentos com glúten?
Por que é importante a manutenção da dieta sem glúten?
Quais os alimentos que o celíaco pode comer?
Quais as farinhas que o celíaco pode comer?
Há restrição com relação ao leite?
Quais outros cuidados que o paciente celíaco deve ter com relação à sua alimentação?


Dr. Luciano Saporiti - Gastroenterologista
Doença celíaca - Gastroenterologista - A importância do tratamento


Eng. Cosimo Rettl
Engenheiro químico e empresário no setor de equipamentos e ingredientes para indústria farmacêutica, química e de alimentos.


O que é?

A doença celíaca é uma doença do intestino delgado, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten. O único tratamento possível para esta doença é a dieta isenta de glúten.

Topo


Quais os sintomas?

Em crianças o quadro clássico é representado pela diarréia crônica, distensão abdominal e desnutrição. Entretanto, outros sintomas também podem estar presentes, como a dor abdominal, vômitos, constipação intestinal, irritabilidade, anorexia, baixa estatura, entre outros. A pessoa celíaca poderá apresentar apenas um sintoma, ou um conjunto de vários, que desaparecerão com o cumprimento da dieta isenta do glúten. Podem existir algumas doenças associadas, como o diabetes mellitus, hipotireoidismo, doenças auto-imunes, anemia ferropriva, intolerância à lactose, deficiência da imunoglobulina A e dermatite herpetiforme.

Topo


Como é feito o diagnóstico?

Após suspeita clínica, podem ser realizados exames laboratoriais, como anticorpo antigliadina, anticorpo anti-endomísio e anti-transglutaminase, entretanto, o diagnóstico somente poderá ser confirmado por meio da biópsia do intestino delgado. A biópsia do intestino delgado é de fundamental importância, sem ela o diagnóstico não poderá ser confirmado. Por meio da biópsia é evidenciada a atrofia vilositária e a infiltração de linfócitos intra-epiteliais. Após período sem ingerir glúten, uma nova biópsia deverá ser realizada, sendo demonstrada a normalização da mucosa intestinal, confirmando definitivamente o diagnóstico da Doença Celíaca.

Topo


O que é glúten?

O glúten é uma proteína presente no TRIGO, AVEIA, CENTEIO E CEVADA.

Topo


Por que o portador da Doença Celíaca não pode comer alimentos com glúten?

A ingestão de alimentos com glúten, ou seja, TRIGO, AVEIA, CENTEIO E CEVADA, provoca lesão no intestino delgado, impedindo a adequada absorção dos alimentos, além de desencadear ou manter os sintomas da doença.

Topo


Por que é importante a manutenção da dieta sem glúten?

A dieta sem glúten é o único tratamento possível para a doença. O paciente celíaco que continuar ingerindo alimentos com glúten apresenta maior risco de desenvolver outras doenças, como doenças da tireóide, fígado, rins, pele e até câncer.

Topo


Quais os alimentos que o celíaco pode comer?

Todos os alimentos que NÃO CONTENHAM GLÚTEN, ou seja, que NÃO SEJAM PRODUZIDOS COM TRIGO, AVEIA, CENTEIO E CEVADA. O paciente celíaco poderá comer todas as frutas, verduras e carnes.

Topo


Quais as farinhas que o celíaco pode comer?

Farinha de mandioca, fécula de batata, fécula de mandioca, fécula / farinha de arroz, polvilho, farinha de milho, fubá, farinha de soja.

Topo


Há restrição com relação ao leite?

Geralmente os pacientes desenvolvem intolerância à lactose, que poderá ser temporária. Por isso, no início do tratamento normalmente há necessidade de diminuir ou retirar completamente a lactose da dieta. Como a lactose é um tipo de açúcar presente no leite de vaca, mas também no leite produzido por qualquer outro mamífero (cabra, búfala, égua, por exemplo), o consumo de leite ou de seus derivados deverá ser restringido. Alguns pacientes poderão voltar a ingerir leite e derivados após alguns meses do cumprimento da dieta isenta de glúten, outros poderão permanecer intolerantes à lactose. Atualmente dispomos de leite com baixo teor de lactose, além de várias fórmulas alimentares sem lactose, além disso, o paciente com intolerância à lactose poderá ingerir cápsulas de lactase (enzima que digere a lactose) antes de comer produtos com leite.

Topo


Quais outros cuidados que o paciente celíaco deve ter com relação à sua alimentação?

Deve-se tomar cuidado com a contaminação dos alimentos com o glúten, pois sabe-se que mesmo traços do glúten nos alimentos podem desencadear os sintomas. Em casa, deve-se separar os produtos que contenham glúten dos produtos que não contém glúten. Lembrar que, sem proceder limpeza adequada, utensílios utilizados para o manuseio e preparação de produtos com glúten poderão contaminar alimentos sem glúten. Recomenda-se que alimentos geralmente consumidos com pães (geléias, margarinas, maionese, entre outros) também sejam de uso exclusivo do paciente celíaco.

Topo


Doença celíaca - Gastroenterologista
A importância do tratamento

A doença celíaca é uma enfermidade do intestino delgado, geneticamente determinada, que é precipitada pela ingestão de glúten .
É a doença genética mais comum da Europa. Na Itália 1 em cada 250 pessoas tem esta doença. Infelizmente no Brasil ainda não há estatísticas precisas.
Existem dois fatores importantes que contribuem para o desenvolvimento de doença celíaca: a ingestão de glúten e a carga genética do indivíduo.
A ingestão de glúten: Uma proteína insolúvel, o glúten, encontrado no trigo, tem sido identificado como a substância agressora. A decomposição do glúten forma proteínas menores, chamadas gliadinas, que são capazes de precipitar os sintomas em indivíduos celíacos previamente assintomáticos. Os grãos de centeio, cevada e aveia, possuem proteínas muito semelhantes e, portanto, também são capazes de exacerbar a doença celíaca.
A carga genética do indivíduo: a doença celíaca é familiar. Os parentes de primeiro grau de indivíduos com doença celíaca podem ou não manifestar os sintomas da doença.
O início da doença mais comumente se dá ao redor dos dois anos, após o trigo ter sido introduzido na dieta, ou em adultos jovens (entre 20 e 40 anos). Entretanto, a doença celíaca poder começar em qualquer idade. Em indivíduos susceptíveis, o glúten desencadeia uma reação inflamatória no intestino delgado, que resulta em diminuição da superfície de absorção de nutrientes, fluidos e eletrólitos. A extensão da área de absorção perdida é que determina a intensidade dos sintomas que o indivíduo com doença celíaca desenvolverá.
O intestino delgado, para desenvolver as suas funções de absorção de nutrientes, fluidos e eletrólitos, apresenta uma mucosa bastante pregueada, o que aumenta a superfície de contato. Na doença celíaca ocorre um achatamento progressivo deste epitélio que reduz a superfície de absorção.
Os sintomas são variáveis de acordo com a faixa etária. Em crianças, o quadro clássico é representado pela diarréia crônica, distensão, dor abdominal e desnutrição. Vômitos, constipação, irritabilidade, anorexia, baixa estatura, entre outros, são sintomas menos característicos.
O paciente com doença celíaca pode ter sintomas severos, tais como fraqueza, diarréia e perda de peso.
Alguns indivíduos apresentam fadiga e anemia sem nenhum sintoma relacionado ao trato gastrointestinal. Tais indivíduos provavelmente têm uma doença limitada à porção inicial do intestino delgado, que é responsável pela absorção normal de ferro. O restante do intestino delgado funciona adequadamente para a absorção de nutrientes e fluidos.
Outras manifestações da doença celíaca incluem doença dos ossos (osteoporose), da pele e, mais raramente, desordens neurológicas.
Também, a presença de algumas doenças sabidamente associadas podem levar o médico a suspeitar do diagnóstico, como exemplos: dermatite herpetiforme, doenças da tireóide, lúpus eritematoso sistêmico, diabetes tipo 1, doenças hepáticas, doença vascular, artrite reumatóide, síndrome de Sjögren.
O diagnóstico é suspeito pelo médico ao realizar a história clínica e o exame físico e é confirmado através de exames complementares. Atualmente dispomos de exames laboratoriais (auto-anticorpos: anti-gliadina, anti-endomísio e anti-transglutaminase), que auxiliam no diagnóstico, no rastreamento de parentes e em alguns casos no acompanhamento dos pacientes portadores da Doença Celíaca. Ainda hoje, a biópsia do intestino delgado é o padrão ouro para confirmar o diagnóstico. A remoção do glúten da dieta dos indivíduos com doença celíaca, ou sensibilidade ao glúten, resulta em regeneração da superfície absortiva intestinal, além da resolução dos sintomas na maioria dos pacientes.
Evitar o glúten da dieta requer exame minuncioso dos rótulos das embalagens dos alimentos, pesquisando a presença de trigo ou outros grãos, tais como centeio, cevada e aveia. Produtos rotulados como sem trigo não necessariamente são sem glúten. Alguns alimentos comuns que não podem ser consumidos são o pão, massas, macarrão e pizza. Existem companhias que produzem produtos sem glúten, feitos predominantemente de arroz.
A maioria dos pacientes tratados com uma dieta livre de glúten notará uma melhora dos sintomas em 2 semanas. Um pequeno grupo de pacientes terá uma resposta parcial ou não responderá à dieta livre de glúten. A causa mais importante desta resposta inadequada à dieta é a ingestão continuada, de forma inadvertida, de glúten através de alimentos tidos como “sem” glúten ou através da não aderência do paciente ao plano de dieta.
Os argumentos em favor do tratamento incluem o óbvio alívio dos sintomas nos pacientes sintomáticos e, nos que são assintomáticos, há duas razões para eles manterem uma dieta livre de glúten: um subgrupo destes pacientes progredirá para uma forma mais severa da doença, desenvolvendo assim sintomas, e sabe-se que existe uma incidência aumentada de tumores, principalmente do intestino delgado, em indivíduos com doença celíaca, sendo que esta incidência torna-se igual à da população geral, com o seguimento da dieta.

Topo


Engenheiro químico e empresário no setor de equipamentos e ingredientes para indústria farmacêutica, química e de alimentos.

A lactose (açúcar do leite) está presente em menor ou maior porcentagem em todos os tipos de leites, sendo do ponto de vista dos químicos, um açúcar, e visto pelos nutricionistas, como um alimento energético (fonte de energia ou calor para o organismo dos mamíferos recém nascidos para poder viver, respirar e se mover).
Qualquer mamífero, sejam eles herbívoros, carnívoros ou onívoros (comem de tudo, da qual fazem parte os humanos) quando nascem, mamam inicialmente só leite que fornece todos os elementos necessários para sobreviver e se desenvolver. Se observarmos a composição do leite de vários mamíferos, podemos constatar variações conforme a espécie, que por sua vez está relacionada com a rapidez que esta se desenvolve (veja tabela ao lado).
Os valores apresentados na tabela são valores médios, sendo que a composição do leite de qualquer mamífero varia durante o período de lactação, dependendo de vários fatores, inclusive da alimentação e do próprio indivíduo. O primeiro leite (colostro) tem composição bastante diferenciada em relação ao leite normalmente produzido pelas glândulas mamárias de cada espécie durante o restante do período de lactação.
Todos os mamíferos, inclusive o ser humano, quando nascem em condições normais, estão aptos à digerir (utilizar) a lactose. Mas esta característica em muitos humanos é perdida de forma irreversível logo após o período de lactação, ou dentro dos primeiros dois a quatorze anos de vida. Por outro lado, é raro que bebês recém nascidos, dentro do período de gestação normal, não possuam a capacidade de digerir a lactose, ou seja, não possuam a faculdade de produzir a enzima LACTASE, necessária para digestão da lactose.
A LACTOSE é o único carboidrato presente no leite materno. A enzima lactasa também aparece sob o nome de ß(beta) – Galactosedase. Como se processa a digestão da lactose: a lactose é um dissacarídeo, isto quer dizer um açúcar composto: Lactose = Galactose + Glicose. Para o açúcar do leite (lactose) ser assimilado pelo organismo e aproveitado como alimento e–nergético, é necessário que a lactose seja dividida (hi–drolisada) pela ação da enzima lactase nos seus dois açúcares.
A enzima “lactase” é produzida pela mucosa do intestino delgado. Que acontece ao indivíduo em caso de má (deficiente) ou não digestão da lactose (intolerância)? Quando a mucosa do intestino delgado do indivíduo perde a faculdade ou é deficiente na produção da enzima lactase, a lactose não pode ser absorvida e utilizada como fonte energética e nem como veículo para assimilação de importantes componentes. Ela passa, então, direto para o intestino grosso (colon) onde microor–ganismos a fermentam, resultando em ácidos e gases. Na falta da hidró–lise da lactose no intestino delgado fica prejudicada a assimilação das proteínas, aumenta a perda de cálcio (osteo–porose) e inibe o apetite.
Simultaneamente a isso, aparecem os seguintes sintomas clínicos: diarréia, dores de barriga e inchaço do abdômen devido principalmente a formação de gases. Estes sintomas se manifestam em pessoas intolerantes à lactose com a ingestão de apenas um copo de leite. A lactose (açúcar do leite), é encontrada originalmente só no leite dos mamíferos. Não é encontrada em nenhum vegetal.
Os produtos lácteos fermentados podem ser consumidos normalmente, porque nestes, a lactose foi transformada (degradada) em ácido láctico e outras substâncias simples, inclusive aromas, pelos fermentos. Especialmente os queijos maturados como Parmesão, Gouda, Provolone, Minas Curados, Minas Meia Cura, Mussarela e Prato encontrados no mercado, são isentos de lactose. Atualmente existem no mercado marcas de queijos “Minas Frescal” produzidos sem a intervenção ou uso de fermento lático.

Topo

Criado por L&M WebDesign® - 2008